Top 10 leituras de 2015

Posted on dezembro 25, 2015

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O Leonado Galdino já fez sua lista das 10 melhores leituras de 2015, e você pode acessá-la aqui. A turma do Coruja teológica também já publicou sua lista, disponível aqui. O Rev. Alan Rennê publicou aqui. O André Venâncio, aqui. O Felipe Sabino, aqui. O Kevin DeYoung, aqui. O Maicon Custódio, aqui. O Cauê, aqui.

É a minha vez de registrar e indicar. Os livros estão na ordem em que li, não em ordem de preferência:

1 A Queda (Diogo Mainardi, Ed. Record, 150 p.)

Este livro trata das lutas e alegrias de Mainardi com o seu filho, Tito. A obra é tecida com várias referências às artes, especialmente a arquitetura de Veneza. A sensibilidade é impressionante, e o livro veio no exato momento em que eu e minha esposa “perdíamos” o nosso filho em um aborto espontâneo.

2 Gênesis no espaço-tempo (Francis Schaeffer, Ed. Monergismo, 155 p.)

Poucos autores conseguem conectar as verdades bíblicas para oferecer respostas às questões contemporâneas como Francis Schaeffer. Nessa obra ele analisa os primeiros capítulos do Gênesis, para demonstrar como a Escritura lida com nossas perguntas fundamentais. É um trabalho primoroso!

3 Clique: como nascem as grandes idéias (Frans Johansson, Portolio-Penguin, 264 p.)

Esse livro, de natureza mais empresarial e administrativa, trabalha com a tese de que o sucesso de nossas empreitadas depende de uma pitada de “sorte”. O autor sugere que nós podemos nos aproximar desses momentos, ao utilizar alguns processos. Em uma leitura cristã, entendemos que o que ele pretende definir como acaso, ou sorte, na verdade é a Providência de Deus. O livro é interessante por trazer muitos casos como exemplo, e por nos humilhar, ao demonstrar que não temos a palavra final sobre o sucesso.

4 Qual a missão da igreja? (Kevin DeYoung, Fiel, 357 p.)

Kevin DeYoung desmistifica visões equivocadas acerca da missão da igreja, especialmente aquelas que tendem a desconsiderar o evangelismo como centro. O livro é excelente por sua base exegética, embora possa haver pontos de discordância aqui e ali. Trata-se de uma obra muito provocante!

5 The stories we tell (Mike Cosper, Crossway, 240 p.)

Mike Cosper, sem tentar cristianizar as artes, tenta demonstrar como as narrativas criadas no ambiente cultural são ecos de nosso coração diante de Deus. O livro é muito interessante para quem deseja pensar sobre cosmovisão, cultura pop, e artes em geral. Muitas das séries que eu assistia são comentadas aqui. Muito interessante!

6 Lit! (Tony Reinke, Crossway, 206 p.)

Lit! é uma obra sobre a preciosidade da leitura para a glória de Deus. Embora a primeira parte, de natureza mais teórica, seja interessante, gostei mais da segunda parte, de natureza mais prática. As dicas são valiosas para novos leitores, e para quem lê há muito tempo.

7 O homem das garras de cobre (Dorothy Sayers, José Olympio, 296 p.)

As histórias do detetive Peter Wimsey são contadas por Dorothy Sayers nesse livro. As tramas são envolventes, e a leitura é agradável. Vale a pena ficar impressionado com a genialidade e poder de observação do Lord Peter!

8 A vida na sarjeta (Theodore Dalrymple, É realizações, 272 p.)

Acho que foi a melhor leitura do ano. Dalrymple, psiquiatra britânico, demonstra na prática como a ideologia de esquerda causa desgraça social. Sua análise do cenário na Inglaterra é assustadoramente honesta e impactante. Suas percepções são argutas e certeiras. O livro nos faz encarar a realidade da “subclasse” e lamentar que pessoas se alimentem disso.

9 Reformando o casamento (Douglas Wilson, Clire, 152 p.)

Douglas Wilson é bastante franco e direto nesse agradável livro sobre o casamento. Tratando aspectos relativos a masculinidade e feminilidade bíblicas, escreve com firmeza sobre o papel do homem, providenciando boa fundamentação bíblica para suas teses. Recomendo para quem pretende casar, é recém-casado, ou, mesmo tendo sido casado há bastante tempo, deseja conhecer mais sobre o ensino bíblico acerca da vida a dois.

10 Pecados intocáveis (Jerry Bridges, Vida Nova, 173 p.)

Jerry Bridges desmascara os “respectable sins” – título original da obra. Trata-se daqueles pecados que cometemos e não achamos problemáticos. Sua análise mostra as nossas falhas morais em vários setores da vida, e nos chama a uma atitude de arrependimento e humildade. Excelente!

Menções honrosas

Pensamentos secretos de uma convertida improvável (Rosaria Butterfield, Monergismo, 226 p.)

A autobiografia desta ex-professora lésbica que se converteu ao cristianismo é muito desafiadora. Não há maquiagens, mas honestidade em seu relato da história, bem como em suas críticas ao cristianismo inconsistente. Ao mesmo tempo, dá-nos mais um testemunho de como Deus age na transformação daqueles que jamais consideraríamos “aptos” a uma nova vida.

Por que sou cristão (John Stott, Ultimato, 145 p.)

John Stott escreve com maestria sobre suas convicções, e o faz de maneira inteligente e interessante. Indicado para cristãos em início de caminhada e para jovens cristãos na universidade.

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Posted in: a Caneta, o Jornal